ADOÇÃO... UM ATO DE AMOR!

Semelhanças de Pais Biológicos e Pais Adotivos:

Há pessoas que têm apenas possibilidade de gestar e dar à luz, não de criar. Há pessoas que têm a possibilidade de acolher e acompanhar amorosamente o crescimento da criança, embora não tenham podido gerá-la. Este momento, em que a adoção se torna realmente importante, é um caminho para a realização plena do adotante e do adotado.

Ao escolherem o caminho da adoção, as pessoas passam a viver uma “gravidez emocional” que, em alguns aspectos, se assemelha à gravidez biológica. Tanto os pais adotivos, quanto os pais biológicos possuem dúvidas como: “Como será esse filho?”, “Será saudável ou terá problemas?”, “Vai mudar muito a nossa vida?”, “Será que estamos preparados para criar esse filho?”, “Será que conseguiremos ser bons pais?”.

Os laços de sangue, não trazem consigo a garantia do amor eterno, ou seja, os filhos biológicos nem sempre presenciam um cenário de laços afetivos duradouros. Na adoção, os verdadeiros laços de sangue são construídos no convívio.

Assim como na gravidez biológica, no caso da adoção, os adotantes podem sentir medo de ter um filho malformado, com retardo, ou com problemas graves. Quando se adota um bebê aparentemente saudável, nada impede que, mais tarde, venham surgir doenças, inclusive hereditárias. O mesmo pode acontecer com os filhos biológicos. No entanto, cuidar de uma criança ou adolescente com problemas é um desafio e uma oportunidade de evolução da capacidade de amar, com especial disponibilidade.

Amor é importante, fundamental, essencial, mas não é o bastante. Além de sentir, é preciso demonstrá-lo, de modo que os outros possam perceber esse amor no dia-a-dia do convívio. Especialmente em período mais difíceis, pelos quais todas as famílias passam, é preciso ter a lucidez, firmeza, conscientização do que está acontecendo, aceitação da presença de outros sentimentos, misturados nessa matriz básica do gostar.